Quanto tempo demora uma ação de despejo em 2026? Entenda os prazos

Saiba quanto tempo leva uma ação de despejo em 2026, os fatores que influenciam o processo e como agir legalmente para resolver problemas com inquilinos.

Por Gabriel Abi Ramia, CEO da NotificaJa 7 min de leitura

Resposta direta

Uma ação de despejo em 2026 pode levar de 4 meses a 1 ano, dependendo da complexidade do caso, da região e da agilidade do Judiciário. O processo começa com a notificação extrajudicial e pode envolver audiência de conciliação.

Inquilino atrasou o aluguel e não responde aos seus contatos? Você não está sozinho. Muitos proprietários enfrentam situações semelhantes e se perguntam: "Quanto tempo demora uma ação de despejo em 2026?" A resposta não é simples, pois depende de vários fatores, incluindo a complexidade do caso, a região onde o imóvel está localizado e a agilidade do sistema judiciário.

O que é uma ação de despejo?

Uma ação de despejo é um processo legal que um proprietário pode iniciar para retirar um inquilino de um imóvel alugado. Isso pode ocorrer por diversos motivos, sendo o mais comum a falta de pagamento do aluguel. No entanto, outros motivos, como término do contrato, uso indevido do imóvel ou violação das cláusulas contratuais, também podem justificar uma ação de despejo.

Motivos para uma ação de despejo

  1. Falta de pagamento: Se o inquilino não pagar o aluguel ou os encargos acordados, o proprietário pode iniciar um processo de despejo.
  2. Término do contrato: Ao final do prazo estipulado no contrato, o proprietário pode optar por não renovar o contrato e solicitar a desocupação do imóvel.
  3. Uso indevido: Se o inquilino utilizar o imóvel para fins não previstos no contrato, como atividades comerciais em uma residência, o proprietário pode solicitar o despejo.
  4. Violação das cláusulas contratuais: Qualquer violação das cláusulas do contrato, como sublocação não autorizada, pode ser motivo para despejo.

Processo de uma ação de despejo

1. Notificação extrajudicial

Antes de iniciar uma ação judicial, é recomendável enviar uma notificação extrajudicial ao inquilino. Isso pode ser feito por meio de um serviço digital, como o NotificaJa, que oferece uma solução rápida e eficiente. A notificação serve para formalizar o pedido de desocupação e pode ser uma etapa crucial para resolver o problema sem a necessidade de recorrer ao Judiciário.

2. Ingresso na Justiça

Caso o inquilino não desocupe o imóvel ou não regularize os pagamentos após a notificação, o próximo passo é ingressar com uma ação de despejo na Justiça. É altamente recomendável contratar um advogado para auxiliar nesse processo, pois ele garantirá que todos os procedimentos legais sejam seguidos corretamente.

3. Audiência de conciliação

O juiz pode marcar uma audiência de conciliação para tentar resolver o conflito de forma amigável. Durante essa audiência, as partes podem chegar a um acordo sobre a desocupação do imóvel ou sobre a regularização dos pagamentos. Se não houver acordo, o processo segue para julgamento.

4. Julgamento e decisão

Após a audiência, o juiz analisará o caso e tomará uma decisão. Se a decisão for favorável ao proprietário, o inquilino será obrigado a desocupar o imóvel. Caso o inquilino não saia voluntariamente, o proprietário pode solicitar a execução da sentença.

5. Execução da sentença

A execução da sentença envolve a intervenção de um oficial de justiça para garantir que o inquilino saia do imóvel. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de força policial para efetivar o despejo.

Prazos para uma ação de despejo

Tempo estimado

Em 2026, uma ação de despejo pode levar de 4 meses a 1 ano, dependendo de diversos fatores:

  • Complexidade do caso: Casos mais complexos, como aqueles que envolvem disputas contratuais ou questões de propriedade, podem levar mais tempo.
  • Região: A agilidade do Judiciário pode variar de acordo com a região. Em algumas localidades, os processos podem ser mais rápidos do que em outras.
  • Agilidade do Judiciário: A carga de processos e a eficiência do Judiciário local também influenciam o tempo total do processo.

Liminar de despejo

Em situações específicas, é possível solicitar uma liminar de despejo, que pode acelerar o processo. A liminar é uma decisão provisória que pode ser concedida pelo juiz antes do julgamento final do caso. No entanto, a concessão de uma liminar depende da análise do juiz e da situação específica do caso, como o tipo de contrato e o motivo do despejo.

Custos de uma ação de despejo

Os custos de uma ação de despejo podem variar, mas geralmente incluem:

  • Taxas judiciais: As taxas cobradas pelo Judiciário para o processamento do processo.
  • Honorários advocatícios: Os valores pagos ao advogado para representar o proprietário no processo.
  • Despesas adicionais: Isso pode incluir custos com a notificação extrajudicial, cópias de documentos e outros gastos relacionados ao processo.

Em média, os custos podem variar de R$1.000 a R$5.000, dependendo da complexidade do caso e da região.

Alternativas ao despejo

Antes de iniciar uma ação de despejo, é importante considerar algumas alternativas que podem ser mais rápidas e menos onerosas:

Negociação

Tentar uma negociação direta com o inquilino pode ser uma solução eficaz. Isso pode incluir a renegociação do contrato, a definição de um plano de pagamento ou a concessão de um prazo adicional para a desocupação.

Mediação

A mediação é um processo no qual um mediador neutro ajuda as partes a chegar a um acordo. Essa pode ser uma alternativa eficaz para resolver conflitos sem a necessidade de recorrer ao Judiciário.

Arbitragem

A arbitragem é um método de resolução de disputas no qual um árbitro, escolhido pelas partes, toma uma decisão vinculativa. Embora menos comum em casos de despejo, pode ser uma opção em situações específicas.

Conclusão

Despejar um inquilino não é um processo simples e pode ser emocionalmente desgastante para ambas as partes. No entanto, entender o processo e os prazos envolvidos pode ajudar a aliviar parte do estresse e a tomar decisões informadas.

Se você está enfrentando uma situação de inadimplência ou conflito com um inquilino, é importante agir de forma legal e ética. Utilizar um serviço de notificação extrajudicial, como o NotificaJa, pode ser um primeiro passo eficaz para resolver o problema de forma rápida e eficiente.

Se é seu caso, considere iniciar com uma notificação extrajudicial e, se necessário, procure a orientação de um advogado para seguir com o processo de despejo.


Perguntas frequentes

1. É possível acelerar o processo de despejo?

Sim, em alguns casos, é possível solicitar uma liminar de despejo, que pode acelerar o processo. No entanto, isso depende da análise do juiz e da situação específica do caso, como o tipo de contrato e o motivo do despejo.

2. Quais são os custos de uma ação de despejo?

Os custos podem variar, mas incluem taxas judiciais, honorários advocatícios e, possivelmente, despesas com a notificação extrajudicial. Em média, os custos podem variar de R$1.000 a R$5.000, dependendo da complexidade e da região.

3. O que acontece se o inquilino não sair após a decisão judicial?

Se o inquilino não sair voluntariamente, o proprietário pode solicitar a execução da sentença, que envolve a intervenção de um oficial de justiça para garantir a desocupação do imóvel. Isso pode incluir o uso de força policial, se necessário.

4. É necessário contratar um advogado para uma ação de despejo?

Embora não seja obrigatório, é altamente recomendável contratar um advogado para garantir que o processo seja conduzido de acordo com a lei e para aumentar as chances de um resultado favorável.

5. Quais são os motivos válidos para uma ação de despejo?

Motivos válidos incluem falta de pagamento do aluguel, término do contrato, uso indevido do imóvel e violação das cláusulas contratuais. A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) detalha esses motivos.


Se você está pensando em iniciar uma ação de despejo, lembre-se de que a comunicação clara e a tentativa de negociação podem evitar muitos problemas. E se precisar de ajuda, um advogado pode ser um aliado valioso.

Perguntas frequentes

É possível acelerar o processo de despejo?

Sim, em alguns casos, é possível solicitar uma liminar de despejo, que pode acelerar o processo. No entanto, isso depende da análise do juiz e da situação específica do caso, como o tipo de contrato e o motivo do despejo.

Quais são os custos de uma ação de despejo?

Os custos podem variar, mas incluem taxas judiciais, honorários advocatícios e, possivelmente, despesas com a notificação extrajudicial. Em média, os custos podem variar de R$1.000 a R$5.000, dependendo da complexidade e da região.

O que acontece se o inquilino não sair após a decisão judicial?

Se o inquilino não sair voluntariamente, o proprietário pode solicitar a execução da sentença, que envolve a intervenção de um oficial de justiça para garantir a desocupação do imóvel. Isso pode incluir o uso de força policial, se necessário.

É necessário contratar um advogado para uma ação de despejo?

Embora não seja obrigatório, é altamente recomendável contratar um advogado para garantir que o processo seja conduzido de acordo com a lei e para aumentar as chances de um resultado favorável.

Quais são os motivos válidos para uma ação de despejo?

Motivos válidos incluem falta de pagamento do aluguel, término do contrato, uso indevido do imóvel e violação das cláusulas contratuais. A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) detalha esses motivos.